sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MODERNISMO (Günter Weimer)

(Günter Weimer, um breve relato do processo de modernização da arquitetura no Brasil até Brasília).

O processo de modernização das concepções arquitetônicas foi longo e suas manifestações mais remotas podem ser encontradas nos períodos de intensa industrialização que seguiu a I Guerra. A interrupção do comércio internacional provocou uma grande demanda de produtos industrializados, que serviu de alavanca para um maciço investimento na produção fabril. Com isso, o processo industrial, cujos primeiros empreendimentos remontam aos fins do século passado na periferia da capital federal, passou a ser incentivado intensivamente pelo país afora. Como esse processo se desenvolveu numa época de crise, os recursos tiveram de ser racionalizados e sua limitação levou a que a arquitetura das instalações fabris assumisse um caráter quase marginal, razão pela qual não conseguiram lugar de destaque nas passarelas dos tratados acadêmicos. No entanto, foram essas obras que serviram de laboratório para a nova linguagem. As primeiras investigações a esse respeito estão a demonstrar que algumas destas fábricas em nada ficam a dever a realizações semelhantes e produtos dos grandes escritórios europeus da época.

A crise internacional de 1929/30 criou as condições para deflagrar um golpe politico de caráter modernizante, que se caracterizou por ter deslocado os centros de poder das elites rurais para o empresariado urbano. A dureza dessas confrontações foi de ordem a engendrar um progressivo endurecimento do poder, que encontrou sua justificativa ideológica na ”filosofia de estado” dos regimes totalitários europeus.

Em termos de arquitetura, isto significou uma transitória adesão ao modernismo geometrizante no entorno da crise de 1930, que logo foi substituída pela opção por uma arquitetura monumentalista, bem a feição da praticada nos países totalitários. Condições muito especiais de antagonismos entre facções que compartilhavam o poder permitiam que surgisse uma corrente que conseguiu conciliar o monumentalismo propugnado pela ditadura com as conquistas do modernismo europeu da década de 1920. Diversas experiências neste sentido conseguiram muito sucesso, em razão do que esta linguagem foi oficializada com a realização do prédio do Ministério de Educação e Saúde, quando passou a ser propagado o mito de que a nova linguagem fosse uma espécie de marca registrada e exclusiva dos arquitetos ligados ao centro de poder. O arquiteto Oscar Niemeyer acabou por ser entronado como uma espécie de ditador da nova tendência.

A grande divulgação que a arquitetura recebeu a partir de então foi devido ao fato de que os políticos descobriram o seu grande potencial simbólico, do qual passaram a se servir como instrumento de divulgação de suas plataformas políticas. Foi nessa trajetória que se estruturou a carreira política de Juscelino Kubitschek, que conseguiu invulgar projeção através de seu apoio a Niemeyer (no projeto da Pampulha enquanto prefeito, no Conjunto Kubitschek enquanto governador e com Brasília enquanto presidente).

GIO

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ZEITGEIST: Moving Forward, Official Release, 2011

Documentário ZEITGEIST: Moving Forward, do diretor Peter Joseph.
Pode ser visto em Full screen pois está com ótima qualidade.
Tem várias legendas disponíveis, primeiro play depois vai icono "cc" abaixo a direita do vídeo e escolha.



GIO

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Se você acertar da primeira vez, é porque errou em algum lugar"

Revendo arquivos antigos encontrei esse texto, me pareceu interessante começar com ele o primeiro post deste blog, não sei a fonte e nem o autor.

Há muito tempo, quando ainda era um bebê, você tentou levantar para dar o primeiro passo da sua vida -- e caiu. Você, eu e os outros bilhões de bilhões de pessoas que já andaram sobre a Terra, desde que o homo-sapiens surgiu. Não havia nada de errado com você. Cair é o esperado, o normal. Por que, então, você acha que não deveria cair em outras áreas da vida, ao dar os primeiros passos?

Ninguém estranharia se o filho tentasse dar os primeiros passos e se estatelasse no chão, mas por alguma razão, algumas vezes esquecemos que falhar nas primeiras tentativas é um princípio da natureza contra o qual não há meios de lutar, e achamos que temos obrigação de acertar da primeira vez.  Não temos; nem eu, nem você.

Você não tem obrigação de acertar da primeira vez. Você tem obrigação de não desistir nas primeiras quedas, porque elas virão. Você errará quando começar qualquer coisa. Você falhará. Você vai se estatelar contra o chão -- não importa sua idade, experiência, inteligência ou saúde -- sempre que começar algo novo, algo inesperado, algo diferente, algo que valha a pena.

Se um bebê de colo não desiste, não importa quantas quedas ele tenha, então será uma vergonha se você desistir agora. Se um bebê chora ao cair, mas logo depois esquece a dor e tenta outra vez, seria uma vergonha você apenas sentar e ficar eternamente chorando dores que há muito tempo se foram.

Algumas empresas também se esquecem deste princípio e criam cronogramas e projetos que não incluem potenciais falhas, erros de gestão, problemas de produtos e de saúde na equipe. Então, por criarem projetos "no vácuo", se desesperam quando a dura realidade aparece para fazer com que venham os primeiros -- e inevitáveis -- tombos.

Seja em projetos novos, seja em relacionamentos românticos, seja em sonhos profissionais ou em qualquer coisa na qual você esteja dando os primeiros passos, se você acertar da primeira vez, é porque errou em algum lugar. Considere sempre que as primeiras tentativas provavelmente falharão, mas você não pode desistir.
     
Levante-se e faça como qualquer bebê faria: tente outra vez. Este é um princípio da natureza. Use-o a seu favor.

GIO