sábado, 5 de novembro de 2011

Três lembretes aos senhores arquitetos - Le Corbusier

Le Corbusier, nos anos 20, funda com Amédée Ozenfant a revista L’ Esprit Nouveau (O espirito novo), onde publicou numerosos artículos sobre suas teorias arquitetônicas.

Três Lembretes aos senhores arquitetos

O Volume 

Nossos olhos são feitos para ver as formas sob a luz.
As formas primárias são as belas formas porque se leem claramente.
Os arquitetos de hoje não realizam mais as formas simples.
Operando com o cálculo, os engenheiros usam formas geométricas, que satisfazem nossos olhos pela geometria e nosso espirito pela matemática; suas obras estão no caminho da grande arte.

A Superfície 

Um volume é envolvido por uma superfície, uma superfície que é dividida conforme as diretrizes e as geratrizes do volume, marcando a individualidade desse volume.
Os arquitetos, hoje, têm medo dos constituintes geométricos das superfícies.
Os grandes problemas da construção moderna serão realizados sobre a geometria.
Sujeitos às estritas obrigações de um programa imperativo, os engenheiros empregam as geratrizes e as linhas reveladoras das formas. Criam fatos plásticos límpidos e impressionantes.

A Planta 

A planta é a geradora.
Sem planta, há desordem, arbitrário.
A planta traz em si a essência da sensação.
Os grandes problemas de amanhã, ditados por necessidades coletivas, colocam de novo a questão da planta.
A vida moderna pede, espera uma nova planta, para a casa e para a cidade.

Fonte: Por uma arquitetura (Vers une Architecture), Le Corbusier, 2002.

GIO

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Arquitectura y Tecnologia (1950) - Mies van der Rohe

La tecnología tiene sus raíces en el pasado.
Domina el presente y tiende al futuro.
Es un verdadero movimiento histórico;
uno de los grandes movimientos que dan forma y
representan su época.
Solo puede compararse con el descubrimiento clásico
del hombre como persona,
con la voluntad de poder de los romanos
y con el movimiento religioso de la edad media.
La tecnología es mucho más que un método;
es un mundo en sí misma.
Como método, es superior en casi todos los aspectos.
Pero solo alli donde se la deja sola,
como en la construcción de maquinaria
o en las gigantescas construcciones ingenieriles,
la tecnologia revela su verdadera naturaleza.
Ahí se hace patente que no sólo es un medio útil,
que es algo, algo en sí misma,
algo que tiene un significado y una forma poderosa;
tan poderosa, de hecho, que no es fácil ponerle nombre.
¿ Es eso aún tecnología, o es arquitectura?
Ésta puede que sea la razón por la que alguna gente
está convencida de que la arquitetura quedará anticuada
y será reemplazada por la tecnología.
Tal conviccción no se fundamenta en ideas claras,
sino todo lo contrario.
Donde la tecnología alcanza su verdadero cumplimiento,
va más allá de la arquitectura.
Es cierto que la arquitectura depende de hechos,
por su verdadero campo de actividad se encuentra
en el terreno de la transcendencia.
Espero que entiendan que la arquitectura
no tiene nada que ver con la invención de formas.
No es un campo de juegos para niños, jóvenes o mayores.
La arquitectura es el verdade campo de batalla del espíritu.
La arquitetura escribió la história de las épocas
y dio a éstas sus nombres.
La arquitectura depende de su tiempo.
Es la cristalización de su estructura interna,
el lento despliegue de su forma.
Ésta es la razón por la que la tecnología y la arquitetura
están tan estrechamente relacionadas.
Nuestra verdadera esperanza es que crescan juntas,
que algún día una sea la expresión de la otra.
Sólo entonces tendremos una arquitectura digna de su nombre;
una arquitectura como un símbolo verdadero de nuestro tiempo.

Fonte: Conversaciones con Mies van der Rohe. GG. 2006.

GIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

As Ordens da Arquitetura

Com esta gravura em madeira, de 1540, Sebastiano Serlio começou seu tratado sobre "as cinco maneiras de construir". As ordens toscana, dórica, jônica e coríntia haviam sido identificadas por Vitrúvius. Alberti havia identificado a compósita. Serlio foi o primeiro a mostrar as cinco ordens como uma série fechada, à qual nenhum acréscimo seria admissível.


 Fonte: A linguagem clássica da arquitetura, John Summerson, 1994.
 
GIO

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MODERNISMO (Günter Weimer)

(Günter Weimer, um breve relato do processo de modernização da arquitetura no Brasil até Brasília).

O processo de modernização das concepções arquitetônicas foi longo e suas manifestações mais remotas podem ser encontradas nos períodos de intensa industrialização que seguiu a I Guerra. A interrupção do comércio internacional provocou uma grande demanda de produtos industrializados, que serviu de alavanca para um maciço investimento na produção fabril. Com isso, o processo industrial, cujos primeiros empreendimentos remontam aos fins do século passado na periferia da capital federal, passou a ser incentivado intensivamente pelo país afora. Como esse processo se desenvolveu numa época de crise, os recursos tiveram de ser racionalizados e sua limitação levou a que a arquitetura das instalações fabris assumisse um caráter quase marginal, razão pela qual não conseguiram lugar de destaque nas passarelas dos tratados acadêmicos. No entanto, foram essas obras que serviram de laboratório para a nova linguagem. As primeiras investigações a esse respeito estão a demonstrar que algumas destas fábricas em nada ficam a dever a realizações semelhantes e produtos dos grandes escritórios europeus da época.

A crise internacional de 1929/30 criou as condições para deflagrar um golpe politico de caráter modernizante, que se caracterizou por ter deslocado os centros de poder das elites rurais para o empresariado urbano. A dureza dessas confrontações foi de ordem a engendrar um progressivo endurecimento do poder, que encontrou sua justificativa ideológica na ”filosofia de estado” dos regimes totalitários europeus.

Em termos de arquitetura, isto significou uma transitória adesão ao modernismo geometrizante no entorno da crise de 1930, que logo foi substituída pela opção por uma arquitetura monumentalista, bem a feição da praticada nos países totalitários. Condições muito especiais de antagonismos entre facções que compartilhavam o poder permitiam que surgisse uma corrente que conseguiu conciliar o monumentalismo propugnado pela ditadura com as conquistas do modernismo europeu da década de 1920. Diversas experiências neste sentido conseguiram muito sucesso, em razão do que esta linguagem foi oficializada com a realização do prédio do Ministério de Educação e Saúde, quando passou a ser propagado o mito de que a nova linguagem fosse uma espécie de marca registrada e exclusiva dos arquitetos ligados ao centro de poder. O arquiteto Oscar Niemeyer acabou por ser entronado como uma espécie de ditador da nova tendência.

A grande divulgação que a arquitetura recebeu a partir de então foi devido ao fato de que os políticos descobriram o seu grande potencial simbólico, do qual passaram a se servir como instrumento de divulgação de suas plataformas políticas. Foi nessa trajetória que se estruturou a carreira política de Juscelino Kubitschek, que conseguiu invulgar projeção através de seu apoio a Niemeyer (no projeto da Pampulha enquanto prefeito, no Conjunto Kubitschek enquanto governador e com Brasília enquanto presidente).

GIO

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ZEITGEIST: Moving Forward, Official Release, 2011

Documentário ZEITGEIST: Moving Forward, do diretor Peter Joseph.
Pode ser visto em Full screen pois está com ótima qualidade.
Tem várias legendas disponíveis, primeiro play depois vai icono "cc" abaixo a direita do vídeo e escolha.



GIO

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Se você acertar da primeira vez, é porque errou em algum lugar"

Revendo arquivos antigos encontrei esse texto, me pareceu interessante começar com ele o primeiro post deste blog, não sei a fonte e nem o autor.

Há muito tempo, quando ainda era um bebê, você tentou levantar para dar o primeiro passo da sua vida -- e caiu. Você, eu e os outros bilhões de bilhões de pessoas que já andaram sobre a Terra, desde que o homo-sapiens surgiu. Não havia nada de errado com você. Cair é o esperado, o normal. Por que, então, você acha que não deveria cair em outras áreas da vida, ao dar os primeiros passos?

Ninguém estranharia se o filho tentasse dar os primeiros passos e se estatelasse no chão, mas por alguma razão, algumas vezes esquecemos que falhar nas primeiras tentativas é um princípio da natureza contra o qual não há meios de lutar, e achamos que temos obrigação de acertar da primeira vez.  Não temos; nem eu, nem você.

Você não tem obrigação de acertar da primeira vez. Você tem obrigação de não desistir nas primeiras quedas, porque elas virão. Você errará quando começar qualquer coisa. Você falhará. Você vai se estatelar contra o chão -- não importa sua idade, experiência, inteligência ou saúde -- sempre que começar algo novo, algo inesperado, algo diferente, algo que valha a pena.

Se um bebê de colo não desiste, não importa quantas quedas ele tenha, então será uma vergonha se você desistir agora. Se um bebê chora ao cair, mas logo depois esquece a dor e tenta outra vez, seria uma vergonha você apenas sentar e ficar eternamente chorando dores que há muito tempo se foram.

Algumas empresas também se esquecem deste princípio e criam cronogramas e projetos que não incluem potenciais falhas, erros de gestão, problemas de produtos e de saúde na equipe. Então, por criarem projetos "no vácuo", se desesperam quando a dura realidade aparece para fazer com que venham os primeiros -- e inevitáveis -- tombos.

Seja em projetos novos, seja em relacionamentos românticos, seja em sonhos profissionais ou em qualquer coisa na qual você esteja dando os primeiros passos, se você acertar da primeira vez, é porque errou em algum lugar. Considere sempre que as primeiras tentativas provavelmente falharão, mas você não pode desistir.
     
Levante-se e faça como qualquer bebê faria: tente outra vez. Este é um princípio da natureza. Use-o a seu favor.

GIO